Conecte-se conosco

Artigos

Teresina, atônita, chora a morte de Firmino Filho

Publicado

em

Teresina chora a morte de um dos seus filhos ilustres: Firmino Filho foi encontrado morto em frente ao prédio do TCU (Tribunal de Contas da União) nesta terça-feira, onde trabalhava. A informação da morte do ex-prefeito logo chegou às redes sociais, sendo que muitos usuários, incrédulos, pensavam ser apenas mais um “fake news”, tão comum nesses tempos.

No entanto, os vídeos e fotos em redes sociais confirmaram que não era uma notícia falsa. Sim, o político que administrou Teresina por quatro mandatos saiu de cena de maneira trágica. Não cabe a nós questionarmos os motivos desta trágica morte. O que podemos agora é lamentar e rezar para que Firmino Filho descanse em paz.

Firmino Filho estreou na vida pública na gestão do ex-prefeito Wall Ferraz, que morreu de maneira inesperada, abrindo espaço para que o vice-prefeito Francisco Gerardo assumisse.

Firmino Filho foi lançado candidato a prefeito pelo PSDB por Francisco Gerardo em 1996 e derrotou na eleição o deputado federal Alberto Silva, um dos políticos com mais obras na capital e considerado imbatível.

Firmino Filho, com seu perfil técnico e uma novidade na política teresinense, adotou o bordão, “Teresina é daqui pra frente”, e deu início a uma marca de que prefeito de Teresina tem que ser gestor, que seguiu dando as cartas na capital piauiense por 34 anos.

Na eleição de 2020, a odisseia de Firmino Filho em eleição em Teresina chegou ao fim. Não conseguiu eleger o sucessor, mesmo fazendo a gestão mais idealizadora dos quatro mandatos à frente da Prefeitura de Teresina. Muitos alegam que sua derrota se deve à condução da pandemia, que conduziu de forma rígida, decretando lockdown na capital.

Com erros e acertos, o que fica pra Teresina é sua forma técnica de gestão e seus os inúmeros prêmios para educação de Teresina, colocando-a como umas das melhores do país.

Sempre presente nas redes sociais, Firmino Filho fez a última postagem no twitter falando de esperança. Na Sexta-Feira Santa, o seu desejo era que a grande lição que Jesus deu anos atrás fosse entendida.

‘É preciso conservar a força no espírito para se manter forte e esperançoso em dias tão difíceis. Nessa sexta-feira santa, meu desejo é que a grande lição de esperança dada por Jesus há tantos anos, possa ser finalmente entendida. Possa ser finalmente praticada’.

Vá com Deus, Firmino, seu legado permanece.

Orlando Dias
Da Redação

Redação do Portal Diário Piauí.

Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos

O crescimento da fé Cristã

Publicado

em

  Dados atualizados pelo Vaticano e divulgados no Anuário Pontifício 2021 apontam que o número de católicos em todo o mundo chegou a um bilhão e 345 milhões. De acordo com a Gaudium Press, o Vaticano atualizou os dados relativos à vida da Igreja Católica. O levantamento, que foi realizado pelo Escritório Central de Estatística da Igreja, integra o Anuário Pontifício 2021 e o Annuarium Statisticum Ecclesiae. Em relação a população mundial, houve um crescimento de 1,8% de católicos neste período. A presença de católicos batizados no mundo permanece estável dentro dos 17,7%, sendo que houve um aumento de 3,4% dos católicos na África; 1,3% na Ásia; e 0,69% na América. Já na Europa, é possível perceber uma ligeira diminuição do número de católicos. A Oceania, por sua vez, registrou um aumento de 1,1% católicos. E as outras religiões? Têm dados?  

A vida é feita de organização e disciplina. Muitas religiões não se preocupam sequer em catalogar os seus membros (evitam gastos que acham desnecessários). Isso não devia acontecer. Organização é investimento. Investir no Reino de Deus não é despesa; sempre é o melhor investimento. A Igreja Católica Apostólica Romana pode ter muitos defeitos morais. São inúmeros os seus defeitos morais. Beiram ao absurdo e a inescrupulosidade; agora nem um ser humano decente, íntegro, justo e organizado pode negar a imensa capacidade de organização da Igreja Católica Apostólica Romana. Isto é fato. E é do respeito acadêmico e organizacional que advém o muito apoio e prestígio da Igreja de Cristo Jesus. Cada padre, cada irmão, cada freira, cada Bispo, Arcebispo, Cardeal ou até mesmo o simples seminarista é catalogado e tem sempre algo sobre a vida deles.  

O crescimento da fé cristã independe da Europa. O Islamismo toma conta do continente europeu? A pseudociência tomou conta da Europa? O pragmatismo inerte paralisa o continente? Olha o caso das vacinas; enquanto a Inglaterra praticamente já vacinou toda a sua população, a união européia patina. Você sabia que nos Estados Unidos da América (devido às escolas, creches, universidades, hospitais, inúmeras obras sociais) é onde a Igreja Católica Apostólica Romana mais cresce! Onde os evangélicos mais crescem no Brasil? Onde existem inúmeras obras sociais presbiterianas, batistas, metodistas e até mesmo neopentecostais. Mas chegamos a pensar que a fé cristã iria era se acabar de vez?  

O que dignifica o ser humano é o trabalho e a honra. Vacinar é a solução; e continuar vacinando em massa. O resto é coisa de inescrupuloso politiqueiro que somente pensa no dia de hoje e não no dia de amanhã. O que tem crescimento da fé cristã com política nobre escritor? Leia a história do cristianismo e perceberás. Por que tentam a todo o momento fechar as Igrejas? Sabem que as mesmas terão dificuldades em se reorganizarem novamente. As pessoas com o “ficar em casa” se acomodaram e terão “preguiça” de se deslocarem até as Igrejas novamente. O que retornará então? Comunidades de cristãos de verdade e que percebem Deus em primeiro lugar em tudo. Fiquem de olho. Muito cuidado!  

Frase de Sabedoria: Se você quer ser líder imite a Cristo. Não use o poder, adquira a autoridade.

Josenildo Melo foi estudante de Direito. Concludente de Filosofia. Bacharel em Serviço Social e Jornalista

Continue lendo

Artigos

O líder moral

Publicado

em

Há pastores por todos os lados tentando juntar ovelhas que se dispersam na vastidão dos pastos do planeta. As tentativas acabam sendo inócuas, porque os animais não reconhecem a voz do pastor. Escondem-se em touceiras e perambulam de um lado a outro em sua vida nômade. A imagem cai bem no ciclo em que vive a Humanidade. Há políticos de todos os estilos, autoritários e demagogos, liberais e conservadores, populistas e articuladores. Mas a paisagem é árida quando se procura enxergar um perfil com lealdade moral, qualidade central em um estadista.

O líder moral é aquele que se impõe por sua índole agregadora, pela respeitabilidade conquistada junto aos governados e pela busca de soluções para atender demandas das populações. São mandatários que enfrentam desafios, cientes de que a coragem e a resiliência são essenciais para se ganhar a guerra. Churchill, por exemplo, de tanto insistir, convenceu os EUA a entrarem na guerra dos aliados contra os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

A liderança moral resiste ao tempo, saindo da tempestade para entrar na bonança, e tendo como inspiração a chegada ao pódio da vitória. Não se subordina a reclamos de partidos que se tornam caçadores de recompensas. Entende a política como “a habilidade de prever o que vai acontecer amanhã, na semana que vem, no mês que vem e no ano que vem, porém com a capacidade de explicar depois por que nada daquilo aconteceu”, como definia Churchill. Nas crises ou fora delas, o governo é sempre aplaudido.

Quem seria capaz, hoje, de promover um “swadesh”, um boicote às mercadorias importadas, como sugeriu Gandhi aos indianos, como estratégia para alavancar a economia contra a entrada de produtos ingleses na Índia ou deixar de pagar escorchantes tributos à Inglaterra? Gandhi foi um ícone moral. Com seus óculos redondos, suave sorriso e mãos postas em oração, conserva imagem perene em nossas mentes.

Outro exemplo de estadista da contemporaneidade é John Kennedy, mesmo com histórias picantes na vida pessoal. Sua fala empolgava as multidões: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país”. O carisma se estampava na face sorridente, na virtuosidade das palavras, no sonho que acalentava de ver uma América feliz, apelo que também guiou outro líder moral dos EUA, Martin Luther King.

Entremos nos nossos trópicos. Sem esmiuçar o passado, até para diminuir o contencioso polêmico, comecemos no final da década de 50. O retrato é o de Juscelino Kubitschek, JK, cujo sorriso aberto conquistava a simpatia da massa. Colou nele o selo do desenvolvimentista, que consolidou a indústria automobilística, e fez Brasília, celebrando a expressão: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta Alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.”

Na linha da autoridade moral, aparece, a seguir, Jânio Quadros, com seu olhar oblíquo e medidas esdrúxulas. Ficou apenas sete meses no comando da Nação, mas tinha carisma. Impunha respeito. Ai de quem não executasse as ordens de seus bilhetinhos. Implantou uma política externa independente, ganhando apoio mundial nos tempos nervosos da Guerra Fria. Conhecedor da língua portuguesa, abusava de ênfases, mesóclises e próclises, que propiciaram uma corrente de imitadores. Matreiro, histriônico, escancarava as portas da mídia. Na campanha para prefeito de São Paulo, em 1985, ia ao estúdio da TV Record, na avenida Miruna, em SP, para fazer duros pronunciamentos contra bandidos e corruptos. Fazia um programa eleitoral tosco, mas dava o recado, enquanto Fernando Henrique exibia um vídeo com recursos cinematográficos. JQ ganhou o pleito com seu estilo.

De JQ até os dias de hoje, só apareceu Luiz Inácio com estoque de carisma e volume de lealdade moral restrita às correntes petistas. Mas os escândalos que envolveram o PT corroeram seu tamanho carismático, destacando-se o fato de que Lula e seu partido dividiram o Brasil em duas bandas, “nós e eles”.

Em suma, falta-nos, hoje, um líder moral, um perfil com voz aplaudida por grupos de todas as classes sociais. Quem souber onde ele se encontra, favor anunciar o nome.

Gaudêncio Torquato é jornalista, escritor, professor titular da USP e consultor político – [email protected]

Continue lendo

Artigos

Artigo – O Livro de Jó

Publicado

em

Este livro é conhecido pelo sofrimento. Autores contemporâneos vêm algo, além disso. Informações públicas dão conta de que A Bíblia não diz quem escreveu o livro de Jó. A data e o autor do livro de Jó são desconhecidos. Apenas sabemos que Jó foi escrito antes do tempo de Jesus e provavelmente antes do exílio na Babilônia. Antes de analisarmos quem poderá ter escrito o livro, é importante lembrar que o verdadeiro autor foi Deus. Todas as pessoas que escreveram as Escrituras foram inspiradas por Deus (II Tm 3.16-17). Ele guiou quem quer que tenha escrito o livro de Jó. É um Livro muito falado!

Será se muitos que falam abertamente sobre o livro de Jô já o de fato leram? De acordo com o Reverendo Ricardo Barbosa de Sousa a história de Jó é uma história de guerra espiritual que se dá, não apenas no íntimo, mas que também tem seus reflexos na teologia, nas estruturas e nas relações. É uma guerra onde o objetivo principal não é o de medir forças e ver quem tem mais poder, mas de nos transformar a fim de compreendermos com maior clareza os propósitos eternos de Deus. No livro de Jó temos de um lado Deus que nos é apresentado como o Senhor soberano sobre tudo o que acontece na terra e no céu. As ações dos anjos e dos homens não lhe escapam aos olhos. Walter Wink afirma que “a fé no Israel primitivo, na verdade não tinha lugar para Satanás. Somente Deus era o Senhor e tudo o que acontecia, para o bem ou para o mal, era atribuído a Deus. “Eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; diz o Senhor”. Para o Antigo (Velho) Testamento, Deus sempre era a causa primeira e última de tudo o que acontecia no céu e na terra; ele assume total responsabilidade sobre o bem e o mal. Este é um conceito importante que veremos na forma como Jó enfrenta seu conflito espiritual e sai vencedor!

De outro lado, temos o próprio Satanás, que se apresenta diante de Deus junto com os “filhos de Deus”. Ele nos é apresentado como um acusador, expressão usada no Novo Testamento para definir seu papel. Ele levanta suspeitas quanto às motivações de Jó em ser tão íntegro e reto diante de Deus. Suas dúvidas colocam sob suspeita o testemunho de Deus e, consequentemente, as relações entre Deus e o homem. Ele não tem um poder próprio e não age independentemente de Deus. Suas ações, Deus assume como sendo suas próprias ações quando afirma que Satanás o havia “incitado contra ele (Jó), para consumi-lo sem causa” (Jó 2:3b). Satanás também reconhece isto ao dizer a Deus “estende, porém, a tua mão, toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face!” (Jó 2:5). Embora a maldade tenha sido proposta e executada por Satanás, ele próprio reconhece que é a mão de Deus, em última análise, a responsável pelas aflições de Jó. Satanás não é um ser autônomo, independente, com liberdade plena para agir e fazer o que lhe interessa! Certo mesmo é que a resistência de Jó é brilhante e consegue ser bem FIEL.

Os tempos atuais necessitam de Jós? Existem muitos; mas vale a pena ressaltar que Deus é bom e fiel. Deus não é apenas e tão somente sofrimento. Deus cuida dos seus. Necessário é orar e vigiar. Os predestinados de Deus são protegidos pelo Deus bom e fiel. De acordo com João Calvino apesar da vontade de Deus ser a suprema e primeira causa de todas as coisas, e Deus dirigir o demônio e todos os ímpios segundo a sua vontade, entretanto, a Deus nunca pode ser atribuído a causa do pecado, nem a autoria do mal.

Josenildo Melo foi estudante de Direito. Concludente de Filosofia. Bacharel em Serviço Social e Jornalista

Continue lendo

Popular