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    Política

    São Paulo registra primeira morte por coronavírus no Brasil

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    O estado de São Paulo registrou a primeira morte por coronavírus no Brasil, segundo o governo estadual informou nesta terça-feira (17). A reportagem apurou que a primeira vítima é um homem de 62 anos que foi atendido no hospital israelita Albert Einstein. Ainda não há informações sobre como ele pegou a doença nem outros detalhes do caso.

    O secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann, e o Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, darão mais detalhes sobre a vítima em uma entrevista coletiva no começo da tarde.

    Até ontem à tarde, o Ministério da Saúde informava que o número de casos oficiais do novo coronavírus no Brasil subiu para 234 confirmados e 2.064 suspeitos. Outros 1.624 casos já tiveram a suspeita descartada.

    O estado com maior número de casos confirmados é São Paulo (152), seguido pelo Rio de Janeiro (31) e pelo Distrito Federal (13). O número real de casos, no entanto, pode ser maior, já que o boletim nacional tem demorado para incluir novos casos confirmados pelas autoridades de saúde dos estados.

    Secretário pede para pessoas não saírem de casa
    O secretário estadual da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, disse hoje pela manhã não crer que o governo precisará adotar medidas de isolamento compulsório para combater a pandemia do novo coronavírus, a exemplo da Itália, mas enfatizou o pedido para que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade.

    “Eu não acredito nisso. Eu acho que do jeito que nós estamos trabalhando e fazendo o enfrentamento desde já, pelo aprendizado anterior, não chegaremos a este ponto do isolamento total. Isso é pânico. O que nós pedimos a população é que pensem a respeito do que está acontecendo e colaborem com as medidas de enfrentamento. Sem a colaboração da população nós não vamos conseguir chegar lá”, afirmou em entrevista ao Bom Dia São Paulo.

    Germann ressaltou que o momento não é de pânico, mas de cautela, especialmente com os idosos, que estão no grupo de risco da covid-19. Ele destacou que a questão do distanciamento social “é muito importante” porque que o vírus tem uma capacidade grande de se alastrar.

    “Fique em casa. Nós estamos em uma situação que não é de pânico, mas é uma situação onde você tem que estar muito atento e, com isso, observar essas regras e essas determinações tanto no governo estadual quanto do governo municipal, que levam justamente a que o trânsito se modifique para menor e as pessoas têm obrigatoriamente muita atenção no sentido de só sair de casa se tiver necessidade.”

    Fonte: Folhapress

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