A Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC/PI) promove neste mês a campanha Julho Amarelo, voltado para conscientização do câncer ósseo e do sarcoma, ambos tumores que podem ser prevenidos e tratados.

Aproximadamente 2% da população desenvolve o câncer de osso, ou seja, 2.700 casos por ano, segundo o último levantamento de 2021 da Sociedade Brasileira Cancerologia. Apesar da incidência reduzida, o câncer ósseo debilita bastante a saúde com a formação de tumores em locais específicos dos ossos, geralmente acometendo partes mais extensas do corpo, como os braços e pernas.

O tumor ósseo pode ter uma origem primária, quando atinge inicialmente algum osso, ou pode ter uma origem secundária, quando surge a partir de uma metástase – oriundo de outro câncer existente no corpo do paciente. Para mapear a sua origem, estágio e tratamento adequado para aplicação, é necessário estar realizando o diagnóstico precoce a partir de exames de imagem como Raio X, ressonância magnética e uma biópsia para sua identificação.

De acordo com a presidente da RFCC, Carmen Campelo, é necessário sempre estar atento a sintomas e buscar atendimento médico e exames preventivos. “Buscar ajuda médica é sempre a melhor forma de tratamento, um diagnóstico precoce melhora as chances de cura, por isso realizamos campanhas para que as pessoas fiquem atentas aos sintomas”, ressalta a presidente.

Os sintomas do câncer de osso são relacionados a dores fortes e intensas em determinadas partes do corpo, assim como alteração na área afetada pelo tumor, como deformidade ou aumento de um volume no local. O tratamento variam conforme o estágio e tipo presente.

SARCOMA
E sem deixar de lado a atenção para outras partes do nosso corpo, como a área muscular, gordura, tecido conjuntivo ou ósseo também, o sarcoma surge como uma doença a ser discutida, conscientizada, tratada e principalmente prevenida contra futuros agravos em sua saúde.

De acordo com o artigo científico Cancer Incidence in Five Continents Volume IX publicado na International Agency for Research on Cancer (IRCA), estima-se que o sarcoma atinja de 4 a 6 mil brasileiros por ano. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) não possui ainda o registro do número de casos no país, o que dificulta a mensuração exata de quantas pessoas sofrem com a doença.

Ainda não existindo um exame preventivo, o diagnóstico para a doença se faz a partir da realização de exames de imagem como Raio X, ressonância magnética e tomografia visando identificar a presença de um nódulo.

Os nódulos são característicos da presença do Sarcoma. Após a identificação faz-se necessário o acompanhamento de um especialista para diagnóstico e tratamento diante de suas diversas variações, sendo contabilizado 50 subtipos no total, diferenciando-se a partir do local encontrado.

Para a presidente da Rede Feminina, a medicina aliada às campanhas de conscientização, surgem como meios de estar tomando conhecimento, acompanhando novas informações e alternativas de tratamento. “A campanha julho amarelo faz justamente esse trabalho, de poder trazer à tona um mal que pode acometer tantas vidas, mas que ainda não se tem conhecimento de tratamentos preventivos suficientes para um efetivo combate antecipado. Cabe a nós sempre estarmos atentos a sinais como um nódulo ou dores locais”, finaliza a presidente.


Com informações da Ascom
Foto: Divulgação

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