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Presidente do Haiti é assassinado em ataque, anuncia primeiro-ministro

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Presidente do Haiti é assassinado em ataque, anuncia primeiro-ministro

O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado a tiros nesta quarta-feira (7) em um ataque a sua residência por um grupo de pessoas ainda não identificadas, anunciou o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph. Ele tinha 53 anos.

A mulher do presidente, Martine Moise, ficou ferida no ataque e foi hospitalizada, disse Joseph, que pediu calma à população e garantiu que a polícia e o Exército estão encarregados de manter a ordem.

Joseph condenou o que chamou de “ato odioso, desumano e bárbaro”, acrescentando que a Polícia Nacional do Haiti e outras autoridades tinham a situação no país caribenho sob controle.

O ataque ocorreu em meio a uma onda crescente de violência política no país. Com o Haiti politicamente dividido e enfrentando uma crescente crise humanitária e escassez de alimentos, há temores de uma desordem generalizada.

“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do estado e proteger a nação”, disse Joseph. Tiros foram ouvidos em toda a capital.

Porto Príncipe vem enfrentando um aumento na violência com gangues lutando entre si e com a polícia pelo controle das ruas. Essa violência foi alimentada por um aumento da pobreza e da instabilidade política.

Moise vinha enfrentando protestos ferozes desde que assumiu a presidência em 2017, com a oposição o acusando de tentar instalar uma ditadura ao prolongar seu mandato e tornar-se mais autoritário, acusações que ele sempre negou.

Desde janeiro de 2020, o presidente governava por decreto, já que não houve eleições no Haiti nos últimos seis anos. Novas eleições estão sendo programadas para o final deste ano.

Nos últimos meses, líderes da oposição exigiram sua renúncia, argumentando que seu mandato terminou legalmente em fevereiro de 2021. Moise e seus apoiadores, porém, sustentam que seu mandato de cinco anos começou quando ele assumiu o cargo no início de 2017, após uma eleição caótica em 2015 que forçou a nomeação de um presidente provisório por cerca de um ano.

Fonte: Folhapress

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