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Política

Pandemia provoca perda média no faturamento do comércio do Rio

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A pandemia do novo coronavírus e a crise econômica dela decorrente levaram os empresários do comércio de bens e serviços da região central do Rio de Janeiro a registrarem perda média de faturamento acima de 50% no ano passado. É o que revela pesquisa divulgada hoje (13) pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Feita com 303 empresários, entre os dias 8 e 11 deste mês, a sondagem mostra que 80,3% dos entrevistados tiveram queda superior a 25% no faturamento de 2020 em comparação a 2019. Para 10,6%, a redução variou entre 16% e 25%, seguidos por 4,6% que apresentaram queda de 6% a 15%. Outros 4,6% afirmaram que houve diminuição do faturamento em até 5%.

“Uma larga maioria teve um impacto bastante significativo”, disse à Agência Brasil o diretor do IFec Rio, João Gomes. De acordo com ao levantamento, a demanda por bens e serviços caiu bastante para 57,4% dos consultados e piorou para 25,4%. Para 12,5%, a procura permaneceu igual. Do total de entrevistados, somente 4% disseram que a demanda melhorou, enquanto 0,7% indicaram que houve incremento significativo.

Para a retomada do desenvolvimento, João Gomes destacou que os consultados indicaram a necessidade de haver maior segurança na região, vacinação da população contra a covid-19 e redução de pessoas em situação de rua. Esses são os temas que lideram o ‘ranking’, segundo a pesquisa do IFec Rio.

Outro fator apontado como um dos grandes entraves à recuperação da região é o comércio informal. A pesquisa aponta que dois terços dos empresários veem esse ponto como principal obstáculo ao desenvolvimento do setor. Dados do IFec RJ mostram que, a partir de 2014, o estado do Rio de Janeiro apresentou crescimento acelerado de informais, destacando o ano de 2017, considerado especialmente atípico. João Gomes observou que a questão da pandemia foi muito relevante, mas a questão estrutural não pode ser esquecida. Pirataria e mercadorias ilegais são outro entrave atrelado ao comércio ilegal, citaram os empresários.

Desempenho negativo

O comércio carioca registrou em 2020 o pior desempenho dos últimos anos. A queda nas vendas alcançou 18%, em comparação com o mesmo período de 2019. A estimativa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio) leva em conta os três meses em que as lojas ficaram fechadas, entre março e junho), por conta da pandemia do novo coronavirus.

O presidente da entidade e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas), Aldo Gonçalves, apontou que depois de mais de cem dias de portas fechadas devido à covid-19, o comércio carioca ainda não deu sinais de reação. No Natal, por exemplo, que responde por 30% do faturamento anual do comércio, as vendas caíram cerca de 8%. O CDL Rio e o Sindilojas representam mais de 30 mil estabelecimentos comerciais do Rio.

Gonçalves afirmou que, embora os institutos de pesquisa estejam mostrando uma tímida recuperação das vendas em algumas cidades do país, “aqui no Rio, o comércio varejista não sentiu essa melhoria. A forte redução no consumo, seja pela não circulação das pessoas, seja pela queda generalizada do poder aquisitivo causada pelo desemprego e por todos os fatores que tão dramaticamente afetaram não só a saúde financeira, como a própria sobrevivência do comércio, continuam afetando diretamente o setor”.

Avaliou que os mais prejudicados, do ponto de vista da economia, são os micro, pequenos e médios empresários que se acham “na linha de frente das grandes vítimas da covid-19, lutando desesperadamente para sobreviver. Aldo Gonçalves destacou que já no acumulado de 2019, as vendas recuaram 2,9% em relação a 2018, registrando resultados negativos em todos os doze meses do ano. No seu entender, as perspectivas para 2021 também não são animadoras. “No contexto do Rio de Janeiro, a situação não poderia ser pior. A pandemia, com todas as suas consequências, pode agravar ainda mais a prolongada crise política e financeira que há anos atinge o Rio de Janeiro. Vivemos nosso pior momento, com severas dificuldades em várias áreas, com economia praticamente estagnada, desemprego em alta, desordem urbana, violência, inflação, exagerada carga tributária e uma burocracia que só atrapalha quem quer empreender e gerar empregos e renda”.

Inovação

Apesar do ano difícil, muitos empreendedores do estado do Rio de Janeiro se sentiram motivados pela pandemia: 46% dos pequenos negócios encontraram na inovação um caminho para driblar a crise, por meio do lançamento de novos itens ou ampliando o ‘mix’ de produtos e serviços. É o que aponta levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa do estado (Sebrae-RJ). A pesquisa ouviu 473 empresários, entre os dias 20 e 24 de novembro.

Para superar as restrições impostas pela pandemia, 70% das empresas passaram a distribuir suas vendas por canais digitais como aplicativos, redes sociais e internet. Apenas 30% dos pequenos negócios não vendem de forma online. Dentre as ferramentas digitais, o Whatsapp Business é o preferido das micro e pequenas empresas, seguido de aplicativo de gestão ou programas de ‘software’ (programas de computador), propagandas nas redes sociais, ‘Google’ Meu Negócio, ferramenta para gestão de clientes (CRM) e automação de processos.

A principal característica desse momento de pandemia foi a adaptação e migração das empresas do offline (presencial) para o ‘online’ (virtual), analisou a coordenadora de Mercado do Sebrae Rio, Raquel Abrantes. Segundo ela, “houve uma verdadeira mudança de postura tanto do empreendedor quanto do potencial cliente. A internet e a conectividade ajudaram muito com um posicionamento rápido de mercado e de novas conquistas comportamentais. Percebemos que os empreendedores que se adaptaram às novas diretrizes impostas pela pandemia conseguiram se posicionar de forma favorável e enxergaram os desafios como oportunidades”.

Para 2021, a maioria dos pequenos empreendedores pretende investir em divulgação do seu negócio, além de lançar novos produtos, aumentar a capacidade produtiva e o atendimento, fazer cursos para aprimoramento profissional, ampliar o ‘mix’ de produtos e serviços, realizar reformas no estabelecimento e oferecer capacitação para os funcionários. Apesar dos planos formulados e da aposta em inovação, a pesquisa apurou que 52% dos entrevistados ainda relatam dificuldades para manter o negócio. Para 27%, as mudanças impostas no período foram importantes para o negócio, 13% acham que o pior já passou e 8% seguem otimistas com as oportunidades que vislumbram à frente.

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Fonte: Agência Brasil

Política

Senado aprova texto-base da PEC Emergencial em primeiro turno

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O Senado aprovou na noite de hoje (3), em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019, a chamada PEC Emergencial. Os parlamentares votam agora os destaques ao texto. Depois de dias de discussão em plenário e negociações nos bastidores, o relator da matéria, Márcio Bittar (MDB-AC), chegou a um texto que, se não obteve unanimidade, conseguiu apoio da maioria.

O texto-base da PEC foi aprovado por 62 senadores e teve 16 votos contrários no primeiro turno.  Após a aprovação em segundo turno, a PEC segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto cria mecanismos de ajuste fiscal, caso as operações de crédito da União excedam as despesas. Ele também possibilita o pagamento do auxílio emergencial com créditos extraordinários sem ferir o teto de gastos públicos. O gasto com o auxílio também não será afetado pela chamada “regra de ouro”, um mecanismo que proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes. O governo estuda retornar com o auxílio emergencial em forma de quatro parcelas de R$ 250 ainda este mês.

Evitar gasto excessivo

Bittar acrescentou nesta quarta-feira ao relatório mais uma “trava” para evitar um gasto excessivo com o auxílio. O relator limitou a R$ 44 bilhões o valor disponível para pagamento do auxílio emergencial. “Na redação anterior não constava tal limite, o que poderia trazer incertezas quanto à trajetória fiscal, com prejuízos ao ambiente econômico”, disse o senador em seu relatório.

O relator também fixou o prazo de vigência das medidas de ajuste fiscal previstas na PEC para enquanto durar a situação de calamidade pública. “Considero pertinentes as sugestões de que a persistência das vedações fiscais do Artigo 167-G seja mantida apenas durante a situação de calamidade pública de âmbito nacional e não estendida além do seu término”

As medidas de ajuste fiscal mantidas no texto incluem gatilhos de contenção de gastos para a União, os estados e os municípios. Na esfera federal, todas as vezes em que a relação entre as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos e as despesas totais supere 95%, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e o Ministério Público proibirão aumentos de salário para o funcionalismo, realização de concursos públicos, criação de despesas obrigatórias e lançamento de linhas de financiamento ou renegociação de dívidas.

Auxílio emergencial separado

Durante a sessão, os senadores votaram um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que separava o auxílio emergencial das medidas de ajuste fiscal, fatiando a PEC em duas propostas diferentes. Vieira via no auxílio emergencial uma urgência necessária na votação; urgência que não considerava ser a mesma nos trechos referentes ao ajuste fiscal.

Álvaro Dias (Podemos-PR), Leila Barros (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Zenaide Maia (Pros-RN) e Rogério Carvalho (PT-SE), dentre outros, apoiaram o requerimento de Vieira. Para eles, as matérias referentes ao ajuste fiscal devem ser discutidas com mais tempo e a urgência do auxílio emergencial não deveria ser usado para apressar a aprovação de tais matérias. O requerimento, no entanto, não obteve votos suficientes e foi rejeitado.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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Projeto concede isenção fiscal para cesta básica até dezembro de 2021

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O Projeto de Lei 4691/20 isenta os produtos que compõem a cesta básica de alimentos do pagamento dos tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) até 31 de dezembro de 2021. O objetivo da proposta é desonerar a comercialização dos produtos, reduzindo a zero as alíquotas da contribuição.

Pelo texto, os produtos também estão isentos do imposto de importação e da taxa de despacho aduaneiro por motivo de relevância internacional decorrente da pandemia, abuso do poder econômico ou escassez do produto no mercado interno.

A autora do projeto, deputada Rejane Dias (PT-PI), afirma que é preciso tornar esses insumos mais acessíveis, sobretudo no período de quarentena.

“Presenciamos o que poderá ser a maior crise social da história da República brasileira. O cenário é desanimador em nível mundial, com a Organização das Nações Unidas – ONU enfatizando ao grupo das 20 nações mais ricas do mundo que medidas coordenadas devem ser tomadas para se evitar uma ‘pandemia de proporções apocalípticas’. Não resta dúvida de que o País precisa tomar ações necessárias e urgentes”, defende a deputada.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Com informações da Ascom

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Governo prorroga decreto e toque de recolher inicia às 22h no Piauí

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O Governo do Piauí, por meio do Centro de Operações Emergenciais (COE), reuniu-se nesta quarta-feira (3) para tomar novas medidas de contenção da Covid-19, por conta da alta do vírus no estado e da iminência do colapso da rede de saúde.

O governador Wellington Dias (PT) participou da reunião e modificou o horário do toque de recolher durante a semana, que prevalecerá a partir das 22 horas até às 5 horas do dia seguinte.

Com relação ao final de semana, permanece como o decreto vigente, com os lockdowns parciais, com funcionamento apenas dos serviços essenciais. As mudanças começam a valer na sexta-feira (5) e valerão até o dia 15 de março.

“Aprovamos agora ampliar restrições em relação ao que tinha. Ou seja, o que nós estamos apresentando é um decreto prorrogando as medidas que já estavam em vigor e vão continuar até amanhã, a partir das 00 horas de quinta para sexta. A parte do comércio mantém até as 17 horas e restaurantes, bares, shoppings até as 21 horas. Porque a partir de quinta para sexta e até segunda-feira, 5 da manhã, do dia 15 de março, nós teremos o toque de recolher no final de semana e a partir deste final de semana e o outro, no dia 13 e 14, nós vamos ter na semana, o limite que era até 23 horas, agora será às 22 horas”, explicou.

Da Redação

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