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    Maradona é enterrado na Argentina

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    O adeus a Diego Armando Maradona foi do jeito que o melhor o representa: intenso. A despedida do craque argentino, que morreu ontem após uma parada cardíaca aos 60 anos, começou cedo com uma multidão emocionada na Casa Rosada e só teve fim no enterro em uma cerimônia intimista na noite desta quinta-feira. O dia teve confusão, sangue, lágrimas e um país inteiro parado e mobilizado por um ídolo.

    O corpo de Maradona foi enterrado na noite desta quinta-feira (26), na presença apenas de amigos e familiares, no cemitério Jardín de Bella Vista, situado na periferia de Buenos Aires. O local fica no bairro de Bella Vista e é o mesmo onde estão enterrados os corpos dos pais do ex-jogador.

    Diferentemente do que aconteceu durante o translado até o cemitério, em que uma multidão foi às ruas se despedir do ídolo, o enterro foi acompanhado por cerca de 30 pessoas. Uma cerimônia religiosa e um clima de dor marcaram o enterro do ex-jogador. Assim como nas ruas, o enterro foi marcado por aglomeração.

    O cortejo chegou ao cemitério de Bella Vista por volta das 19h, após mais de uma hora de translado desde a Casa Rosada, sede do governo argentino na capital Buenos Aires, onde mais cedo foi realizado o velório.

    A família decidiu mudar a data do sepultamento — que poderia acontecer no fim da semana — nesta manhã. Durante o translado do corpo de Maradona ao cemitério em Bella Vista, uma grande quantidade de pessoas esperava a passagem do ídolo nas ruas, com carros parados e celulares em mãos para um último registro do adeus a Maradona. Por um momento, não parecia haver pandemia, pessoas se aglomeravam, muitas vezes sem máscaras, nas ruas e pontes.

    Com mais de dez horas de duração, o velório, aberto ao público, aconteceu na Casa Rosada, sede do governo argentino — foi a primeira vez em dez anos que o local teve uso para um evento do tipo. O velório encerrou oficialmente por volta das 17h (de Brasília). Uma multidão se manteve no entorno da Casa Rosada e o corpo saiu em cortejo para o enterro no cemitério Jardín de Bella Vista, a cerca de 35 km de Buenos Aires.

    Iniciada às 6h (horário de Brasília), a cerimônia recebeu, além de familiares e amigos, presenças ilustres como a do presidente Alberto Fernández e do elenco do Gimnasia, último time onde o ex-jogador trabalhou.

    Ex-namorada barrada
    Rocío Oliva, ex-namorada de Maradona, afirmou ao jornal Clarín que foi impedida de entrar na parte íntima do velório, destinada a amigos e familiares do argentino.

    Depois de uma confusão nos corredores, ela foi orientada por um segurança a voltar minutos depois de o público comum ser autorizado a entrar. O casal ficou junto por seis anos e terminou no início do ano passado.

    Acusação de advogado
    Segundo o La Nación, o advogado de Maradona, Matías Morla, foi impedido pela família do ex-jogador de comparecer ao velório.

    Longe da Casa Rosada, ele se manifestou no Twitter durante a cerimônia e disparou contra a suposta demora no atendimento ao argentino, considerando o ato como uma “idiotice criminal”.

    “É inexplicável que durante 12 horas meu amigo não tivesse atenção nem controle por parte do pessoal de saúde dedicado a esses fins. A ambulância demorou mais de meia hora para chegar, o que foi uma idiotice criminal. Este fato não deve ser esquecido e peço que as consequências sejam investigadas até o fim”, publicou Morla.

    União Boca-River
    Uma cena rara no mundo do futebol foi registrada durante o velório, provando a importância de Maradona para os argentinos: torcedores de Boca Juniors e River Plate se abraçando.

    Maradona é enterrado na Argentina
    Torcedores de River e Boca se emocionam no velório de Maradona

    A cena viralizou nas redes sociais e comoveu milhares de torcedores de outras equipes, que valorizaram o tamanho do ex-jogador no esporte.

    Presidente emocionado
    De helicóptero e usando máscaras contra a covid-19, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, marcou presença no velório por volta das 11h.

    Visivelmente emocionado, ele chegou a colocar uma camisa do Argentinos Juniors em cima do caixão de Maradona – o clube foi o primeiro profissional do astro.

    Logo depois, ao abraçar familiares e amigos, Fernández ficou alguns minutos de pé observando o caixão, já rodeado de artigos deixados pelos fãs.

    Maradona é enterrado na Argentina
    Presidente Alberto Fernández no velório de Maradona

    Fonte: Folhapress
    Fotos: Reprodução

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