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Lenda do Cabeça de Cuia ganha nova versão

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Lenda do Cabeça de Cuia ganha nova versão

Uma versão adaptada e sem violência sobre o Cabeça de Cuia, foi lançada nesta quarta-feira (17), no Parque Encontro dos Rios. O livro ‘Crispim, o menino do rio’, da autora Célia Revilândia, mostra uma versão para as crianças. O evento faz parte do Painel Marco Mulher – 2021 realizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Desmistificar lendas que colocam a mulher como estereótipo e reforçar o combate à violência contra mulher, é uma obrigação de todos atualmente, além de Célia ser da nossa equipe da SMPM, o livro quebra o ciclo em que um homem assassina e violenta uma mulher, disse Karla Berger, secretaria da SMPM.

A professora Célia Revilândia transformou a lenda tradicional do Cabeça de Cuia em uma história de Crispim, um jovem garoto que morava nas margens do rio Parnaíba, de família muito pobre, que um certo dia ao chegar para o almoço não gostou do que foi servido pela mãe, revoltado, ele arremessou um osso contra a mãe e a matou. Antes de morrer, genitora o amaldiçoou a ficar vagando no rio e também como efeito da maldição, Crispim ficou com a cabeça muito grande, no formato de uma cuia. Segundo a lenda o mal do garoto só teria fim quando ele se relacionasse sexualmente com sete Marias virgens.

Uma de nossas maiores referências folclóricas, a lenda do Cabeça de Cuia, tem o desfecho violento, com o personagem principal assassinando a própria mãe.

A lenda é conhecida por todos os piauienses e é passada de pai para filho. Ao ser contada para a criança, a autora relatou que mesmo que sejam usados recursos narrativos diversos, dizer com naturalidade que uma criança mata a mãe por causa de comida nunca é uma ideia que deva ser comunicada, além de reforçar a violência contra mulher, foi pensando nisso que resolvi reescrever a história, afirmou a autora do livro Célia Revilândia.

A obra preserva os elementos mais importantes da lenda, numa narrativa adequada a crianças de qualquer idade, mantendo ligação com imaginário popular, ao mesmo tempo que permite refletir sobre amplas questões sociais e ambientais.

Sobre a autora
Célia Revilândia Costa Seabra é doutora em Ciência da Informação (Unb); mestra em Educação (UFPI); especialista em Educação em Direitos Humanos (UFPI); pedagoga (UFG). professora da rede municipal de ensino de Teresina, contadora de histórias; e, atualmente, integra a equipe da Secretaria da Mulher de Teresina.

Fonte: Ascom/PMT

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