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    Justiça de SP concede liberdade condicional a Elize Matsunaga

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    Justiça de SP concede liberdade condicional a Elize Matsunaga

    Condenada por matar e esquartejar o marido, Elize Matsunaga, 40 anos, recebeu liberdade condicional na tarde desta segunda-feira (30) e deixou a penitenciária do Tremembé, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e pela defesa de Elize.

    Em nota, a SAP afirma ter cumprido o alvará de soltura em favor de Elize às 17h35. O advogado dela, Luciano Santoro, é quem a buscou no presídio. Horas depois, ele divulgou um vídeo ao lado de Elize no qual ela diz viver uma segunda chance e afirma acreditar que seu marido, Marcos Matsunaga, a perdoou pelo crime.

    “Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso nas minhas orações”, disse ela.

    Elize foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão pela morte do empresário Marcos Matsunaga, então presidente da Yoki, no ano de 2012. Por ter confessado a autoria do crime, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reduziu a pena, em 2019, para 16 anos e três meses de reclusão.

    Também em 2019, Elize havia migrado para o regime semiaberto. A defesa dela argumenta que, desde março de 2021, ela já podia pedir a progressão para o regime aberto. No entanto, argumentam os advogados, isso não foi possível por causa de uma mudança no entendimento da lei.

    A Justiça não solicitou que Elize utilizasse tornozeleira eletrônica ao deixar o presídio na tarde de hoje. O livramento condicional não significa que ela progrediu para o regime aberto, mas sim que conseguiu uma forma de antecipação da liberdade, ou seja, uma maneira de se readaptar ao convívio social.

    “Finalmente, após 10 anos, Elize Matsunaga é colocada em liberdade. Elize tem consciência do que a levou a ser presa, se arrepende dos seus atos e tem certeza de que jamais retornará ao sistema penitenciário novamente”, diz uma nota assinada pelos advogados de defesa, Juliana Fincatti Santoro e Luciano Santoro.

    O advogado Luiz Flávio D’Urso, que representou a família de Marcos Matsunaga na ocasião do crime, disse que “o cumprimento da pena é um problema entre Elize e o Estado.”

    Relembre o caso
    Em 19 de maio de 2012, Marcos Matsunaga foi morto no duplex de pouco mais de 500 m² onde o casal morava com a filha de um ano, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), com um tiro de pistola 380 efetuado por Elize.

    Em seguida, teve o corpo esquartejado em sete partes que foram espalhadas pela mulher na região de Cotia, na região metropolitana da capital paulista. Imagens das câmeras de segurança do edifício onde viviam mostraram Elize entrando no elevador, horas após o crime, carregando três malas. Ela deixou o local de carro e retornou sem nenhuma delas.

    Ela foi presa preventivamente em junho de 2012 na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, onde também cumprem pena Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá. Em dezembro de 2016, foi condenada por um júri popular.

    Elize foi considerada culpada por destruição e ocultação de cadáver, e impossibilidade de defesa da vítima (quando a perícia aponta que a morte ocorreu por meio de tiro de curta distância).

    Durante o julgamento, ela alegou ter matado o marido durante uma discussão e afirmou que ele a ofendeu e ameaçou interná-la em uma instituição psiquiátrica para mantê-la longe da filha dos dois.

    Ainda de acordo com Elize, o casal discutia porque ela confrontou Marcos sobre casos extraconjugais do marido — as traições, disse ela, foram descobertas por um detetive particular pago com o dinheiro dele, ainda que o casal mantivesse uma conta conjunta.

    Em entrevista a Universa, o jornalista Ullisses Campbell, autor de uma biografia não autorizada dela, cita ter consultado laudos de três psicólogos e um psiquiatra para escrever o livro; todos os profissionais, diz ele, apontavam que Elize é psicopata.

    Já a família Matsunaga busca, na Justiça, destituí-la do poder familiar da filha, hoje com 11 anos. Isso significa retirar o nome dela da certidão de nascimento da criança. A garota nunca teve contato com a mãe e está sob a guarda dos avós paternos desde a prisão de Elize.

    No ano passado, a Netflix lançou a série “Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime”, de quatro episódios, que aborda os bastidores do julgamento. A série apresenta a primeira — e, até o momento, única — entrevista concedida por Elize após o crime.

    Fonte: Folhapress

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