Coçar os olhos pode parecer algo banal, um gesto muitas vezes involuntário quando sentimos algum incômodo na face, mas quando esse movimento é muito frequente pode colocar a visão em risco. Para conscientizar a população sobre os riscos dessa prática, e da doença que ela pode causar, foi criada a campanha “Junho Violeta”, de combate ao Ceratocone.

Caracterizada pela deformação da córnea – a parte transparente à frente do olho – o ceratocone pode gerar grandes prejuízos à visão e levar até mesmo a perda parcial da visão, como afirma o oftalmologista César Vilar, médico do Vilar Hospital de Olhos, da rede Vision One.

“Nessa doença a córnea afina e fica deformada na forma de um cone. No começo as pessoas não percebem que tem uma doença, porque os defeitos que ela causa, muitas vezes, são corrigidos com óculos. Quando esses defeitos começam a ficar mais severos, nem óculos são suficientes, podendo haver a necessidade de um transplante de córnea”, apontou o especialista.

Dentre os sintomas apontados estão a visão borrada, em especial em situações com muita luz, e fotofobia, quando o paciente tem intolerância a certas luzes. Sintomas muito parecidos com o diagnóstico para astigmatismo. De acordo com informações do Ministério da Saúde, a doença atinge cerca de 150 mil pessoas por ano em todo o país, normalmente indivíduos de 10 a 25 anos, o que faz da prevenção a melhor forma de tratamento contra a doença.


“O diagnóstico do ceratocone é feito na consulta de rotina. O oftalmologista consegue suspeitar da doença e, com o auxílio de alguns exames complementares, é possível que a gente fazer o diagnóstico ainda na ausência de sintomas graves e orientar essa pessoa de modo que esse ceratocone não progrida”, destacou o médico.


Fonte: Ascom
Foto: Divulgação

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