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Política

Governador afirma que vai depor voluntariamente e alerta para terceira onda de Covid

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Governador afirma que vai depor voluntariamente e alerta para terceira onda de Covid

O governador Wellington Dias (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que vai comparecer a CPI Covid do Senado para apontar caminhos e salvar vidas. O chefe do Executivo estadual também acrescentou que é preciso adotar medidas para evitar uma terceira onda da covid-19.

“Estou à disposição da CPI do Senado para colaborar e contribuir com informações que forem necessárias. A pandemia continua tirando vidas e ainda precisamos de medidas para evitar uma terceira onda no país”, explica.

De acordo com o governador, a CPI Covid do Senado é importante para investigar a tragédia que aconteceu no Brasil.

“Reconhecemos a CPI do Senado importante para investigar essa tragédia que aconteceu no Brasil. Mas também temos esperança que seja um instrumento para a gente acertar o passo e salvar vidas no Brasil. Me coloquei voluntariamente como governador e coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil nesse tema de pandemia para ali comparecer na CPI. Temos um risco de uma nova onda. Precisamos de mais vacinas para salvar vidas”, finaliza.

Governadores convocados para depor na CPI Covid
A CPI Covid do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) a convocação de nove governadores para explicar o uso de recursos repassados pelo governo federal.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), está os governadores convocados.

A Comissão Parlamentar de Inquérito também aprovou nesta quarta-feira (26) a reconvocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do ex-chefe da pasta, Eduardo Pazuello, de Arthur Weintraub e Filipe Martins, ex-assessores da Presidência da República, e do empresário Carlos Wizard, suspeitos de integrar gabinete paralelo de aconselhamento sobre a pandemia.

Foram convocados os seguintes governadores:
Wilson Lima, do Amazonas
Ibaneis Rocha, do Distrito Federal
Waldez Góes, do Amapá
Helder Barbalho, do Pará
Marcos Rocha, de Rondônia
Antonio Denarium, de Roraima
Carlois Moisés, de Santa Catarina
Mauro Carlesse, de Tocantins
Wellington Dias, do Piauí

O ex-governador chamado foi Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, que sofreu impeachment neste ano. De acordo com o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o sucessor de Witzel, Cláudio Castro, não foi convocado pela CPI, pois “não era governador a época que aconteceu” o fato.

“O governador Cláudio Castro, em comum acordo entre todos os senadores, retiramos porque ele não era governador a época que aconteceu. Caso tenha algum fato novo, nós iremos convocá-lo, por isso que nós estamos retirando o nome do ex-governador do Rio de Janeiro, aliás do atual”, disse Aziz.

A convocação de governadores é uma reivindicação principalmente dos senadores governistas na CPI. Eles alegam que a CPI deve investigar supostos casos de corrupção nos estados envolvendo recursos para combate à pandemia.

Até o momento, a CPI tem ouvido depoentes ligados ao governo federal, para apurar ações e omissões da União na pandemia.

Pedidos de informação
Os senadores ainda aprovaram requerimentos com pedidos de informação ao Conselho Federal de Medicina, ao laboratório Sinovac, à empresa Wuxi Biologics, subcontratada pela AstraZeneca.

Além disso, também foram convidados especialistas contra e a favor do uso da cloroquina para discutir o assunto em duas sessões.

“O que acertamos é que teremos duas sessões para que possamos ouvir nessas duas seções, duas pessoas que apoiam tratamento com cloroquina e dois cientistas e profissionais, capacitados, que são contra. Quatro a favor e quatro contra”, disse Aziz.

Orlando Dias
Da Redação

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