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Evitar lockdown é a ordem, mas precisamos fazer dever de casa, diz Queiroga

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Evitar lockdown é a ordem, mas precisamos fazer dever de casa, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado (3), após reunião com a OMS (Organização Mundial da Saúde) que a ordem do governo federal é evitar o lockdown no país.

“Evitar lockdown é a ordem, mas temos que fazer o dever de casa. Mas o dever de casa é de toda população. Por mais que nós falemos todos os dias sobre isso, não vemos a população tendo adesão às medidas”, disse em entrevista coletiva.

Na sexta-feira, 2, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou as medidas de isolamento social. “Trabalhar, muitas vezes, também é uma atividade física”, disse em uma publicação no seu Twitter. A declaração acontece no pior momento da pandemia no Brasil. O mês de março registrou o maior número de mortes no país, 66.868.

Esta semana, na primeira reunião do novo comitê formado pelo governo e Congresso para discutir ações contra o coronavírus, Bolsonaro divergiu das ideias de Queiroga, do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que participaram da conversa, sobre o isolamento social.

Na coletiva de imprensa, Queiroga pediu ainda que a população não use o feriado da Páscoa para se aglomerar. “O uso de máscara é fundamental e para tanto é necessário que haja a adesão da população, distanciamento regulamentar. Precisamos evitar aglomeração e ampliar a testagem”, disse o ministro.
Ministro diz não saber se Bolsonaro irá se vacinar

Questionado pela imprensa se Bolsonaro, que pode se vacinar hoje no Distrito Federal, iria tomar a primeira dose, o ministro se restringiu a dizer que se trata de uma questão pessoal. “Ele não me falou se iria se vacinar hoje”, complementou.

O presidente faz parte do grupo que está sendo vacinado hoje no DF. Até o momento, não há informações se ele irá se vacinar.
Governo pretende produzir vacinas até para outros países

A prioridade do governo federal, segundo Queiroga, é ampliar a campanha de vacinação. “O problema de carência de vacinas não é só do Brasil, até países mais desenvolvidos encontram dificuldades”, disse. Em 2020, Bolsonaro rejeitou 70 milhões de doses da vacina Pfizer.

O responsável pela pasta da saúde disse ainda que a produção de vacinas, que vem sendo planejada, servirá para abastecer outros países também. “Não só para abastecer o mercado interno, mas o Brasil, na sua posição de líder da América Latina, poderá oferecer vacinas para outros países”, apontou.

Queiroga disse também que o governo se comprometeu a ter 1 milhão de doses de vacina contra covid-19 por dia em abril. As doses serão oferecidas pela “Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantan. A pasta alocou US$ 150 milhões no consórcio Covax para compra de vacinas.

Fonte: Folhapress

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