As sete pessoas que morreram assassinadas por dois homens após aposta em partidas de sinuca em um bar de Sinop (MT) moravam na região, eram naturais de diversos estados brasileiros e tinham entre 12 e 48 anos.

O que se sabe das vítimas:
Parte das vítimas, segundo familiares, não tinha qualquer relação com a aposta em jogos de sinuca e baralho, no valor de R$ 4 mil, que teria motivado o crime.
Os assassinos chegaram ao local com duas armas e executaram a maioria dos que estavam no bar. Uma mulher se salvou.
“Tudo que queremos é justiça. Meu primo estava cheio de sonhos. Queria comprar um novo imóvel para ele”, afirmou a engenheira Fabiana Sousa, prima de Maciel Bruno de Andrade, 35, proprietário do bar.

Larissa Frazão de Almeida
A menina de 12 anos, no momento do crime, acompanhava o pai, Getulio, 36, que também foi assassinado.

Nas imagens, é possível ver que ela consegue correr do bar quando os disparos começam. Uma mulher que estava ao lado da adolescente sobreviveu, mas não se sabe se ela era amiga ou familiar da garota.

Getulio Rodrigues Frazão Junior
Pai de Larissa Frazão de Almeida, Getulio, 36, também morreu no local do crime. Segundo colegas, o homem era natural do município de Governador Nunes Freire (MA).

Maciel Bruno de Andrade Costa
Maciel Bruno, 35, era dono do bar em que o crime foi registrado. Ele é natural de Santa Inês (MA). Segundo familiares, ele foi para Sinop quando ainda era adolescente em busca de uma vida melhor.

Flamenguista apaixonado, Maciel deixa dois filhos.

Josué Ramos Tenório
O empresário Josué Ramos Tenório, 48, era natural de Fátima do Sul (MS) e morava em Rondonópolis, onde trabalhava com a venda de morangos.

Segundo familiares, ele gostava de assistir aos jogos de sinuca e parou no local para ver uma partida. O homem deixa a esposa e quatro filhos.

Elizeu Santos da Silva
Segundo as redes sociais, Elizeu Santos da Silva, 47, era natural do município de São João do Ivaí (PR) e morava em Maringá.

Elizeu foi a única das vítimas baleadas socorrida com vida. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Sinop e morreu no local.

Adriano Balbinote
Adriano Balbinote, 46, era de uma família natural de Xanxerê (SC) e tinha poucas publicações nas redes sociais. Em uma delas, aparece com a camisa do Palmeiras. O corpo dele foi velado na tarde de hoje e será sepultado às 17h no Cemitério de Sinop.

Orisberto Pereira Sousa
Única das vítimas natural de Sinop, ele morava em Lucas do Rio Verde e trabalhava em uma empresa de telecomunicações.

Edgar e Ezequias são acusados de cometer a chacina

Relembre o caso:
A dupla perdeu uma aposta de R$ 4 mil e foi alvo de chacota. No bar, eles jogavam baralho e sinuca na terça de Carnaval.
Segundo a PM, eles deixaram o local e voltaram armados horas depois.
Edgar Ricardo de Oliveira, 30, e Ezequias Souza Ribeiro, 27, foram identificados como os autores do crime. Eles seguem foragidos.
Um dos suspeitos usou uma pistola 380 e o outro uma espingarda calibre 12. Toda ação foi gravada por câmeras de segurança.
Cinco adultos e uma adolescente morreram no local. A sétima vítima morreu no hospital.

Polícia diz que matou um dos suspeitos de chacina em sinuca em Sinop
Um dos suspeitos de matar sete pessoas após uma briga por causa de uma aposta de sinuca, em Sinop (MT), morreu no fim da tarde desta quarta-feira (22), segundo a Polícia Civil. Ezequias Souza Ribeiro, 27, teria se envolvido em um confronto com policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais),

Ainda de acordo com a Polícia Civil, ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. Ao UOL, o delegado Bráulio Junqueira, responsável pela investigação, disse que o outro suspeito, Edgar Ricardo de Oliveira, 30, vai se apresentar na manhã desta quinta-feira (23).

A chacina ocorreu ontem à tarde em um bar de Sinop e foi gravada por câmeras de segurança. Os atiradores eram considerados foragidos. A dupla já era investigada por outros crimes.

Oliveira aparece nas imagens da chacina buscando uma espingarda no carro para atirar nas vítimas —já rendidas. Ele tem antecedentes criminais por lesão corporal, ameaça e violência doméstica. Já Ribeiro foi o responsável por render o grupo antes de Oliveira chegar atirando. Ele já respondeu por crimes como roubo, porte de arma, formação de quadrilha, ameaça e lesão corporal.

Edgar e Ezequias tiveram mandado de prisão temporária expedido pela Justiça por homicídio qualificado por motivo fútil, uso de arma de fogo e meio que impediu a defesa das vítimas.

Fonte: Folhapress
Fotos: Reprodução

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