Deputados estaduais aprovaram nesta terça-feira (14 projeto de Lei do Governo que define o piso salarial dos professores da educação básica do Piauí. O valor passa a ser de R$ 4.420,55 mensais para a jornada de 40 horas semanais.

A bancada de oposição da Alepi se mostrou insatisfeita com a proposta do Executivo estadual, argumentando que o acréscimo não era válido para toda a categoria, apenas para os servidores que estavam abaixo do piso. Marden Menezes (PP) defendeu que o aumento deveria ser ampliado a todos.

“Vejamos: em 2020 foi dado pelo governo federal um reajuste de 12,84% para o magistério. O governo do estado deu, à época, zero de aumento. Em 2022, ainda no final da pandemia, iniciando o processo de pós-pandemia, o governo federal deu 33,24% de reajuste. Aqui no Piauí tivemos apenas 10%, que foram dados de forma linear, para todos os servidores de todas as categorias. E agora, em 2023, com o apontamento do presidente Lula para o índice de 14,95%, aqui no Piauí a matéria que estamos votando apenas complementa o salário de quem ganhava abaixo do piso”, explanou Marden Menezes.

Os deputados Gustavo Neiva (PP) e Aldo Gil (PP) se juntaram à preocupação mostrada por Marden Menezes, ampliando o debate, com o primeiro dizendo que os aposentados estão fora desse percentual de reajuste, e Aldo Gil alegando que a justificativa de perda de arrecadação com o ICMS não tinha mais força, pois, mesmo quando não houve essa perda, o reajuste para os professores não fora dado.

O deputado Fábio Novo (PT), líder do governo, argumentou que o ideal era que todos os professores tivessem tido aumento, no entanto não foi possível porque há limites orçamentários.

“O reajuste que está sendo dado, nesse momento, beneficia 23 mil professores; desses, exatamente 14 mil são inativos. Eles vão receber o reajuste. É o que queremos? Não. Mas é o que pode ser dado. São R$ 100 milhões a mais na folha do estado. Hoje se gasta 42,3% com o Executivo e o pessoal. Estou falando de Lei de Responsabilidade Fiscal. O limite prudencial é de 44%. Com o reajuste de R$ 100 milhões, vai para 43,4%. Já acende o sinal amarelo. Se déssemos o reajuste linear e tivéssemos o dinheiro, ainda assim não poderia ser dado, porque ultrapassaria o limite prudencial”, explanou.

Fonte: Ascom
Foto: Reprodução

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