A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) que investiga os maus serviços prestados pela Equatorial Piauí ouviu nesta segunda-feira (22) o proprietário de uma granja. Francisco das Chagas Lopes afirmou que teve diversos prejuízos causados ao seu negócio por conta da má qualidade do serviço de energia.


“No dia 5 de março de 2022, eu perdi 34.756 frangos de corte. Aves de 21 dias que pesaram em torno de 41.906kg. Ao preço daquela época, se gera um prejuízo de, aproximadamente, 293 mil reais”, detalhou o empresário.

Francisco das Chagas também apresentou relatório sobre o número de reclamações que fez à Equatorial Piauí nos últimos 20 meses devido a oscilações de energia. Ao todo, foram 190 reclamações, sendo que, em alguns meses, chegou a abrir 19 chamados. Segundo o empresário, as perdas são recorrentes porque a concessionária leva, em média, 20 horas para fazer os reparos necessários.

Ainda sobre a perda de R$293 mil, o deputado Wilson Brandão (Progressistas) perguntou se a reclamação feita à Equatorial Piauí havia gerado algum ressarcimento. Francisco das Chagas Lopes disse que nunca foi chamado para negociar, apenas recebeu uma ligação de um escritório de advocacia propondo reparação no valor de R$80 mil reais.

O avicultor foi mais um empresário ouvido pela CPI da Equatorial. Vários já encaminharam relatórios relatando os prejuízos causados pela má qualidade da energia.

“Se a gente fosse ouvir tantos empresários ou outras personalidades, a gente ficaria o ano inteiro porque são muitos problemas apontados pelos usuários, apontados pela população no que diz respeito a essa inércia e a péssima qualidade de energia oferecida pela Equatorial”, informou o presidente da CPI, deputado Evaldo Gomes (Solidariedade).

A CPI vai ouvir nesta quarta-feira (24) novos depoentes. Vão participar das oitivas representantes da APPM (Associação Piauiense de Municípios) e da Aprosoja Piauí (Associação Brasileira dos Produtores de Soja).

Com informações da Ascom
Foto: Divulgação

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