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    Covid: Piauí vai reduzir de 5 para 4 meses intervalo da dose de reforço

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    Covid: Piauí vai reduzir de 5 para 4 meses intervalo da dose de reforço

    O secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto, anunciou nesta terça-feira (7) que o Piauí vai reduzir de cinco para quatro meses o intervalo da dose de reforço da vacina contra Covid-19.

    A redução se deve ao surgimento da variante ômicron e o risco de transmissão com as festas de Natal e réveillon.

    A antecipação vale para quem tomou as duas doses de Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, com qualquer idade.

    A Secretaria aguarda uma nota técnica para enviar aos municípios piauienses.

    O vacinômetro revela que 64,03% da população piauiense está com imunização completa. No estado, 77% (um total de 2.530.628 já tomou a primeira dose de vacina). Dose de reforço apenas 204 mil foram imunizados no Piauí.

    Reforçar monitoramento
    A Sesapi irá aumentar o monitoramento de casos positivos de Covid-19 e sua transmissibilidade em todo o estado do Piauí com o surgimento da nova variante ômicron. Na última semana, a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, esteve em reunião com o Ministério da Saúde, em Brasília, onde recebeu as orientações.

    “O Ministério da Saúde fez uma reunião com representantes das 27 Unidades Federadas, onde a orientação é monitorar os contatos da Covid-19, significa dizer que uma casa que tem casos positivos ou uma área, consequentemente a gente tem que fazer o rastreamento dos contatos para saber como está a transmissibilidade da doença no estado”, explica Amélia Costa.

    Para isso, a Sesapi irá fazer a distribuição de testes rápidos de Covid-19 para todos os municípios do Piauí, em quantidades diferentes levando em consideração a situação de cada região.

    “A Secretaria vai fazer a distribuição de testes para os 224 municípios do estado, só que não é na mesma quantidade. A gente vai levar em consideração os municípios de risco que nós fazemos o monitoramento diário, os municípios circunvizinhos com outros estados e os municípios bem distantes que não tem condição de fazer o RT-PCR”, acrescenta.

    Além disso, as secretarias de saúde municipais irão ficar responsáveis por montar barreiras sanitárias em cada município. A Sesapi também deverá capacitar uma equipe técnica para discutir o monitoramento da transmissibilidade do vírus com as macrorregiões do Piauí.

    Sobre a variante ômicron, a Amélia Costa explicou ainda que estão sendo feitos estudos sobre a eficácia das vacinas contra a nova variante e que os estados ainda não receberam um protocolo de orientações diretas.

    “Ainda está sendo feita uma avaliação para ver se essas vacinas realmente tem uma eficácia contra a ômicron, então, enquanto a gente não tiver esse posicionamento, a Organização Pan-Americana de Saúde ainda está com dificuldade em produzir um protocolo de orientações às 27 Unidades Federais”, finaliza.

    Fonte: CCom

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