O ex-presidente Jair Bolsonaro foi intimado pela PF a depor, na quarta-feira da semana que vem, dia 26 de abril, no âmbito do inquérito que apura as “condutas omissivas e comissivas dos autores intelectuais e partícipes por instigação” nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

A realização da oitiva foi determinada na sexta-feira passada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que deu prazo de dez dias para a Polícia Federal cumprir a decisão.

A investigação foi aberta a pedido da PGR, que requereu o depoimento de Bolsonaro. O inquérito apura o possível cometimento dos crimes de terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do Estado.

Democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime.

Em seu despacho, o ministro registra que havia decidido, no dia 13 de janeiro, que o pedido da PGR para realizar o interrogatório de Bolsonaro seria apreciado posteriormente, “no momento oportuno”, diante das notícias de que o ex-presidente não se encontrava em território brasileiro. E que, em 30 de março, foi noticiado o retorno de Bolsonaro ao país.

Ele então apontou que, no caso dos autos, a oitiva do ex-presidente nos termos indicados pelo Ministério Público é “medida indispensável ao completo esclarecimento dos fatos investigados”.

Este será o segundo depoimento do ex-presidente à PF. No último dia 5, ele foi à sede da corporação, em Brasília, prestar esclarecimentos sobre o caso das joias sauditas.

Fonte: terra.com.br
Foto: Arquivo

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