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Artigo – O Livro de Jó

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Este livro é conhecido pelo sofrimento. Autores contemporâneos vêm algo, além disso. Informações públicas dão conta de que A Bíblia não diz quem escreveu o livro de Jó. A data e o autor do livro de Jó são desconhecidos. Apenas sabemos que Jó foi escrito antes do tempo de Jesus e provavelmente antes do exílio na Babilônia. Antes de analisarmos quem poderá ter escrito o livro, é importante lembrar que o verdadeiro autor foi Deus. Todas as pessoas que escreveram as Escrituras foram inspiradas por Deus (II Tm 3.16-17). Ele guiou quem quer que tenha escrito o livro de Jó. É um Livro muito falado!

Será se muitos que falam abertamente sobre o livro de Jô já o de fato leram? De acordo com o Reverendo Ricardo Barbosa de Sousa a história de Jó é uma história de guerra espiritual que se dá, não apenas no íntimo, mas que também tem seus reflexos na teologia, nas estruturas e nas relações. É uma guerra onde o objetivo principal não é o de medir forças e ver quem tem mais poder, mas de nos transformar a fim de compreendermos com maior clareza os propósitos eternos de Deus. No livro de Jó temos de um lado Deus que nos é apresentado como o Senhor soberano sobre tudo o que acontece na terra e no céu. As ações dos anjos e dos homens não lhe escapam aos olhos. Walter Wink afirma que “a fé no Israel primitivo, na verdade não tinha lugar para Satanás. Somente Deus era o Senhor e tudo o que acontecia, para o bem ou para o mal, era atribuído a Deus. “Eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; diz o Senhor”. Para o Antigo (Velho) Testamento, Deus sempre era a causa primeira e última de tudo o que acontecia no céu e na terra; ele assume total responsabilidade sobre o bem e o mal. Este é um conceito importante que veremos na forma como Jó enfrenta seu conflito espiritual e sai vencedor!

De outro lado, temos o próprio Satanás, que se apresenta diante de Deus junto com os “filhos de Deus”. Ele nos é apresentado como um acusador, expressão usada no Novo Testamento para definir seu papel. Ele levanta suspeitas quanto às motivações de Jó em ser tão íntegro e reto diante de Deus. Suas dúvidas colocam sob suspeita o testemunho de Deus e, consequentemente, as relações entre Deus e o homem. Ele não tem um poder próprio e não age independentemente de Deus. Suas ações, Deus assume como sendo suas próprias ações quando afirma que Satanás o havia “incitado contra ele (Jó), para consumi-lo sem causa” (Jó 2:3b). Satanás também reconhece isto ao dizer a Deus “estende, porém, a tua mão, toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face!” (Jó 2:5). Embora a maldade tenha sido proposta e executada por Satanás, ele próprio reconhece que é a mão de Deus, em última análise, a responsável pelas aflições de Jó. Satanás não é um ser autônomo, independente, com liberdade plena para agir e fazer o que lhe interessa! Certo mesmo é que a resistência de Jó é brilhante e consegue ser bem FIEL.

Os tempos atuais necessitam de Jós? Existem muitos; mas vale a pena ressaltar que Deus é bom e fiel. Deus não é apenas e tão somente sofrimento. Deus cuida dos seus. Necessário é orar e vigiar. Os predestinados de Deus são protegidos pelo Deus bom e fiel. De acordo com João Calvino apesar da vontade de Deus ser a suprema e primeira causa de todas as coisas, e Deus dirigir o demônio e todos os ímpios segundo a sua vontade, entretanto, a Deus nunca pode ser atribuído a causa do pecado, nem a autoria do mal.

Josenildo Melo foi estudante de Direito. Concludente de Filosofia. Bacharel em Serviço Social e Jornalista

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