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Artigo – Escalada ascendente, desenfreada e abusiva de preços

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Os segmentos sociais fragilizados da sociedade sofrem, precipuamente, o primeiro e maior impacto dessa escalada ascendente, desenfreada e abusiva dos preços dos produtos em todos os setores econômicos.

E, com a pandemia, os grandes grupos empresariais têm lucrado muito. Os médios e pequenos empresários sucumbem à ação da terrível e mortal doença por falta de compradores. 600 mil empresas encerraram as suas atividades. E o País tem quase 14 milhões de desempregados, mas Bolsonaro não é o culpado por esta tragédia. É o passado dos governos antecedentes, mostrando os seus resultados negativos no presente, com a ausência continuada de políticas públicas permanentes que assegurem o desenvolvimento econômico sustentável.

Antigamente, ou outrora, era a máquina registradora aumentando os preços dos produtos nos Supermercados, que agia desrespeitosa e escancaradamente ao consumidor, elevando ou majorando os preços à sua vista. E o fazia diariamente; e para que os consumidores não percebessem à primeira vista, os funcionários das redes colocavam um único operador e sempre andando de gôndola em gôndola, disfarçadamente, e logo pela manhã cedo, enquanto havia poucos consumidores comprando os produtos ou percorrendo, de setor em setor, procurando onde tinha produto de menor valor e do seu agrado. Entretanto, a máquina registradora prosseguia veloz, logo cedo, impondo os valores absurdamente majorados. E o consumidor vendo aquilo, porém, nada fazia ou podia.
Mormente, contudo, e sem maquinazinha, o servidor do Supermercado sai, também, meio sem jeito, desconfiado, ou envergonhado, substituindo as etiquetas velhas pelas novas, com os aumentos absurdos contidos e/ou colocados no produto e sem a menor referência no mercado, como uma pesquisa de mercado, que infira uma equivalência plausível na composição desse aumento imposto ao preço do produto; isto é, o empresário faz o que bem entende no aumento registrado no produto e exposto à aquisição pelo consumidor.

Os insumos que compõem a cadeia mercadológica, como os aumentos de energia, transportes, impostos, salários, encargos sociais etc., etc. estão quilômetros luz aquém da realidade dos preços impostos pelos empresários gananciosos, que é a maioria, que pouco está ligando para o consumidor, que adquire o produto desavergonhadamente majorado; Este procedente do empresário está empobrecendo o mercado e cada vez mais.

O consumidor dos seus produtos diminui, reduzindo a quantidade de aquisição, mas os seus aumentos explosivos prosseguem, sempre crescendo, devido aos acréscimos impostos nos produtos pela vontade própria do empresário, sem o termômetro de uma pesquisa de mercado.
O consumidor, portanto, não é tratado, como deveria ser, mas destratado no seu direito de consumidor permanente, assíduo e imprescindível ao setor.

Quem consolida e fortalece historicamente a economia de mercado, no capitalismo liberal, que foi a opção dos países democráticos, é o livre comércio e/ou a liberdade no mercado, sem interferência do governo, como havia antigamente a SUNAB – Superintendência Nacional de Abastecimento, com o controle dos preços, especialmente dos produtos mais consumidos e essenciais, para proteger os consumidores mais pobres e fragilizados do complexo social humano, que é a maioria.
Os sucessivos governos não têm agido no mercado, deixando, o empresário livre, porém, os preços abusivos dos produtos têm prejudicado intensamente os consumidores que compram cada vez menos, com reflexo na qualidade de vida, porque os empresários estão majorando os produtos abusivamente, embora nada justifica essa sua atitude e/ou conduta quanto ao aumento constante dos valores dos produtos colocados nas gôndolas.

Vivemos uma democracia social, representativa e plural, com as casas legislativas Senado e Câmara, funcionando regularmente, imprensa livre, notadamente com a rede social; Tribunais de Justiça e os Superiores, também prestando os seus serviços; embora as contradições das decisões do STF e sua intervenção indevida no Poder Executivo, etc., etc.

Os empresários, porém, estão abusando do direito do consumidor, em consumir os seus produtos regulamente, conquanto os produtos são majorados, com valores absurdamente ascendente e estoicamente aumentados, impelindo ao consumidor a afastar-se dos Supermercados, com ojeriza aos valores exorbitantes. E perdendo a maior faixa de consumidores da população – os mais pobres e vulneráveis, cujo salário não acompanha a escalada voluptuosa dos preços dos produtos.

MAGNO PIRES é Diretor-geral do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí – IAEPI, Ex-secretário de Administração do Piauí, ex-presidente da Fundação CEPRO, ex-advogado da Cia Antactica Paulista (atual AMBEV, por 32 anos consecutivos.

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