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Política

Amy Coney Barrett é a indicada de Trump para a Suprema Corte

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Católica com posições ultraconservadoras em temas como aborto, imigração e direito à saúde e ao porte de armas, Amy Coney Barrett, de 48 anos, foi oficialmente indicada neste sábado pelo presidente Donald Trump para ocupar a vaga de Ruth Bader Ginsburg, que morreu há oito dias, na Suprema Corte. A juíza estava nos jardins na Casa Branca ao lado do presidente no momento do anúncio, acompanhada do marido, o ex-promotor e advogado Jesse Barrett, e dos sete filhos, dois deles adotados.

— Hoje é uma honra nomear uma das mentes jurídicas mais brilhantes e talentosas de nossa nação para a Suprema Corte — afirmou o presidente. — Ela é uma mulher de realizações incomparáveis, intelecto elevado, credenciais excelentes e lealdade inabalável à Constituição.

Tanto Trump quanto Barrett buscaram fazer acenos à fatia do eleitorado, em especial as mulheres, que pode resistir à indicação da juíza, ao destacarem a importância histórica de Ginsburg, que ficou 27 anos na Suprema Corte, na defesa dos direitos femininos.

Em seu discurso, Barrett também lembrou seu trabalho como assistente de Antonin Scalia, juiz conservador da Suprema Corte que morreu em fevereiro de 2016, no último ano do governo de Barack Obama — na época, a maioria republicana no Senado impediu o democrata de nomear o substituto de Scalia, alegando que a tarefa deveria caber ao presidente que seria eleito em novembro.

— Sua filosofia judicial é a minha também — disse Barrett sobre Scalia, mencionando que ele era amigo de Ginsburg, apesar de suas diferenças políticas. — Um juiz deve aplicar a lei como está escrita. Os juízes não são formuladores de leis e devem ser resolutos em deixar de lado quaisquer opiniões políticas que possam ter. Eu amo os EUA e a Constituição americana — frisou ela, adepta da corrente jurídica conservadora que defende uma interpretação ao pé da letra da Carta americana do século XVIII.

A juíza era a favorita de grupos religiosos que apoiam o presidente, que têm como meta derrubar o direito ao aborto referendado pelo máximo tribunal em 1973. Sua nomeação terá que ser aprovada no Senado, onde o Partido Republicano tem maioria de 53 cadeiras. Até agora, apenas duas senadoras republicanas se posicionaram contra a confirmação do nome antes das eleições.

‘The Handmaid’s Tale’: Comunidade religiosa de candidata de Trump à Suprema Corte é comparada à série

Pouco depois do anúncio, o candidato democrata, Joe Biden pediu, em nota, que o Senado não se pronuncie sobre a indicação antes do pleito. Trump, por sua vez, disse que o Senado provavelmente abrirá audiências em 12 de outubro para votar sua nomeação. Ele previu uma “confirmação direta e rápida” na Casa. A confirmação de Barrett consolidaria uma maioria de seis conservadores contra três progressistas no tribunal.

Antecedentes judiciais
Barret se formou na Escola de Direito de Notre Dame, em Indiana, e foi indicada por Trump para o Tribunal de Apelações do 7º Circuito, em Chicago. Embora não tenha se pronunciado diretamente sobre o aborto como juíza, deu votos sinalizando oposição às decisões da Suprema Corte que derrubaram restrições impostas por estados à interrupção da gravidez.

Em 2019, ela escreveu uma decisão que tornou mais fácil para estudantes universitários do sexo masculino acusados de má conduta sexual contestarem como as autoridades dos campi lidavam com seus casos. Barrett também fez críticas à Suprema Corte por ter decidido pela manutenção do Obamacare, o programa aprovado no governo Obama destinado a ampliar o acesso aos seguros de saúde.

A juíza faria parte do People of Praise (Povo de Louvor, em tradução literal), uma comunidade cristã de renovação carismática, comparada à sociedade totalitária dominada por homens do romance de Margaret Atwood “The Handmaid’s Tale” (O Conto da Aia), que deu origem à série de TV. O grupo ultraconservador é uma mistura de tradições católica romana e pentecostal.

Grupos de direitos humanos temem que, uma vez na Suprema Corte, ela vote para restringir o acesso ao aborto, destruir o Obamacare e reverter os progressos em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“Não é surpresa que Trump queira nomear Amy Coney Barrett, uma juíza com histórico de defender uma retórica anti-LGBTQ”, escreveu no Twitter a Human Rights Campaign, grupo de defesa dos direitos humanos. “Ela votou contra os direitos trans, o casamento igualitário e os direitos reprodutivos — e ela não deveria estar na Suprema Corte.”

Fonte: globo.com
Foto: Carlos Barria/Reuters

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Política

Dr. Pessoa e Thanandra Sarapatinhas visitam terreno onde será o novo Centro de Zoonoses

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O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, visitou na manhã deste sábado (17) terrenos na zona Sul de Teresina. O chefe do executivo municipal esteve acompanhado da vereadora Thanandra Sarapatinhas (Patriotas) e do gerente do centro de zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Paulo Marques.

A intenção é que em um dos locais que está em fase final de cessão para o município por parte do Exército Brasileiro, seja construída a sede do novo Centro de Zoonoses.

De acordo com o prefeito, a intenção é aumentar os investimentos na área para que em breve a capital piauiense seja referência em cuidado e saúde animal.

“Estamos dando o pontapé inicial para já termos o local para construir um novo centro de zoonoses, além disso aumentarmos as políticas públicas para esse setor”, disse o prefeito.

A vereadora Thanandra, que defende a causa, explica a necessidade de um novo local para o tratamento dos animais, pois segundo ela, o atual centro já não suporta a demanda.

“É urgente que tenhamos um novo local para tratar os animais que encontramos doentes, acredito que o nosso mandato tem também essa função de auxiliar o município na implantação dessas políticas”, ressaltou a vereadora.

A construção do novo centro ainda está em fase de elaboração de projetos.

Fonte: Ascom/PMT
Foto: David Pacheco/Ascom

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Política

Wellington Dias confirma que a ONU vai antecipar 4 milhões de vacinas contra Covid-19

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O governador do Piauí e presidente do Fórum de Governadores do Nordeste, Wellington Dias (PT), afirmou nesta sexta-feira (16) que a reunião com representantes da ONU (Organização das Nações Unidas ficou decidido que será antecipação de 4 milhões de vacinas, com possibilidade de entrega neste mês

Conforme o governador, na reunião foi debatida também a falta de vacinas, especialmente a segunda dose da Coronavac, sendo

De acordo com o governador Wellington Dias, neste momento 11 estados do país estão sem analgésicos e sedativos.
“A gente precisa de um apoio por parte da ONU na área dos insumos. São 11 estados neste instante no Brasil em que pacientes estão hospitalizados e faltam analgésicos, sedativos, em alguns lugares oxigênio, ou seja, da necessidade de a ONU ter também essa ajuda humanitária nessa direção”, afirmou.

O governador afirmou que a situação do Brasil em relação à covid-19 virou um problema mundial.

“Solicitamos essa agenda por compreender que o Brasil vive uma situação particular. Não é mais um problema só do Brasil, é do mundo”, declarou.

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Política

‘Só Deus me tira da cadeira presidencial’, diz Bolsonaro sobre possível processo de impeachment

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (15) que apenas Deus pode tirá-lo da cadeira presidencial. O comentário de Bolsonaro foi uma resposta à informação de que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu cinco dias para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), explique os motivos por não ter analisado os pedidos de impeachment protocolados na Câmara.

A decisão da ministra foi tomada em um processo no STF que questiona por que a Câmara dos Deputados não analisou os mais de 100 pedidos de impeachment já protocolados contra Bolsonaro. De acordo com a Constituição, a decisão sobre a abertura ou não de um processo de impeachment cabe ao presidente da Câmara, que não possui prazo para tomar a decisão.

— Eu não quero me antecipar e falar o que acho sobre isso, mas digo uma coisa: só Deus me tira da cadeira presidencial e me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar. Mas não vai mesmo. Não vai mesmo — afirmou Bolsonaro durante a live semanal que realiza nas redes sociais.

O presidente afirmou que irá aguardar a resposta de Arthur Lira à decisão de Cármen Lúcia. A ação no Supremo pede que a Corte imponha um prazo para que o presidente da Câmara analise os pedidos.

Durante a transmissão, o presidente Bolsonaro voltou a afirmar que o país se aproxima de um limite. Nesta semana, em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada, o presidente afirmou que espera uma sinalização do povo. Na live, Bolsonaro disse que o governo vai “agir dentro das quatro linhas da Constituição restabelecendo a ordem no Brasil”.

— Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil. E o que eu posso fazer? A gente só ganha a guerra se tiver informações, se o povo estiver bem informado, consciência do que está acontecendo. Alguns querem que seja imediatista. Eu sei o que tem que fazer, dentro das quatro linhas da Constituição. Se o povo cada vez mais se inteirar, se informar, cutucar seu vizinho, mostrar qual o futuro do nosso Brasil, a gente ganha essa guerra. Eu sei onde está o câncer do Brasil. Se esse câncer for curado, o corpo volta a sua normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que tem que ser mais explícito, lamento — afirmou.

Fonte: globo.com

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