O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou hoje plataformas de redes sociais bloquearem os perfis do influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, o Monark.

O ministro determinou que Monark se abstenha de fazer “publicação, promoção, replicação e compartilhamento das notícias fraudulentas (fake news)” sobre a atuação do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estipulou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Moraes deu duas horas para que as empresas Discord, Meta, Rumble, Telegram e Twitter “procedam ao bloqueio dos canais/perfis/contas”, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Na decisão, o ministro afirma que Monark “voltou a divulgar notícias fraudulentas acerca da atuação” do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas redes sociais, ao criar novas contas para fugir de uma decisão anterior de Moraes que bloqueava seus perfis.

A justificativa são falas de Monark durante uma entrevista dele com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) na plataforma Rumble. “Por que ele (Supremo) está disposto a garantir uma não-transparência nas eleições?”, disse o influenciador na ocasião.

Monark disse ainda, sem provas, haver “maracutaia” nas eleições. “A gente vê o TSE censurando gente, a gente vê o Alexandre de Moraes prendendo pessoas […], e ao mesmo tempo eles impedindo a transparência das urnas? Você fica desconfiado, que maracutaia está acontecendo nas urnas ali?”.

Às 17h, a comunidade do influenciador no Telegram já estava indisponível, sendo exibida a mensagem: “Esta comunidade foi bloqueada no Brasil por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”. Nas demais redes, os perfis continuavam disponíveis.

“Fomos censurados pelo Xandão”, disse Monark ao entrar ao vivo em seu programa na rede social Rumble, na tarde de hoje, ironizando a decisão do ministro do STF.

Fonte: Folhapress
Foto: Divulgação

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