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Política

Além da quarentena, nadadora lida com doença rara para estar em Tóquio

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Antes mesmo da pandemia do coronavírus, Mariana Gesteira, medalhista parapan-americana e finalista dos Jogos do Rio, já enfrentava um outro adversário perigoso: a síndrome de Arnold Chiari, doença rara que causa fraqueza intensa e desequilíbrio.

Hoje (8) se comemora o Dia Nacional da Natação. Um esporte que muda diariamente a vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Uma delas é a carioca Mariana Gesteira, de 24 anos. “A natação me deu muito. Cresci demais. Com o esporte me tornei uma pessoa muito mais madura e resiliente. A natação me mostrou que eu sou capaz de fazer coisas que eu nem imaginava”, confidencia a atleta de Uberlândia (MG), dona de oito medalhas em Parapans.

Enquanto a maioria das pessoas, no momento, se esforça para dar conta do rol de problemas causados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), Mariana teve pela frente um obstáculo até mais perigoso do que o vírus. A competidora da classe S10 (que reúne os atletas com a menor deficiência de acordo com os critérios do Comitê Paralímpico Internacional) passou, no final do ano, por um complicado procedimento cirúrgico para atenuar a pressão intracraniana e os demais sintomas da síndrome de Arnold Chiari.

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Nadadora Mariana Gesteira, no circuito Loterias Caixa 2016 – Marcio Rodrigues/MPIX/CPB/Direitos Reservados

 

“Acabei tendo uma fibrose no tronco, onde passa o líquor que vai para a medula. O organismo de um atleta exige mais desse líquor. E essa espécie de ‘caninho’ no meu corpo estava entupida. Por isso, tenho muitos sintomas. Precisei testar essa válvula. O equipamento é usado originalmente para quem tem hidrocefalia, que não é o meu caso. Mas era a única opção encontrada pelos médicos para tentar aliviar um pouco o meu sofrimento”, revela a nadadora à Agência Brasil.

Parte do custo do procedimento foi financiada após uma campanha de arrecadação criada pelos amigos da atleta na internet. “Foi um movimento muito bonito. Me deu ainda mais força. Me senti muito acolhida”, agradece. 

Jogos Paralímpicos de Tóquio

O prazo inicial para o retorno aos treinamentos na piscina era de três meses. Só que Mariana não aguentou todo esse tempo. E caiu novamente na água 26 dias após o procedimento. “No dia  de janeiro já estava nadando. Estou fazendo tudo para estar em Tóquio. É o meu maior sonho”, projeta a jovem mineira.

Na época, ela precisou antecipar o retorno já que, como o mundo ainda não vivia a pandemia da covid-19, a seletiva nacional estava marcada para o final de março e os Jogos Paralímpicos, para o final de agosto.

A aposta foi tão alta que Marina pôs em risco a frágil saúde. “No início, o médico colocou o equipamento na pressão máxima. E, toda semana, a gente ia regulando para avaliar os meus ganhos físicos. Era uma luta contra o tempo para estar em Tóquio. Chegamos até a baixar demais a pressão e passei por uma espécie de ‘hiperdrenagem’. Os meus sintomas aumentaram muito”, recorda. 

Em relação às provas, ela foca a preparação em três. “Os 50 e 100 metros livre e os 100 costas. No momento, a minha prioridade é a prova de costas. Mas, de repente, com a retomada dos treinamentos de força mais para o final do ano, eu não descarto um trabalho mais focado nos 50 livre”.

A determinação é tanta que ela não levou em consideração nem mesmo o prazo de seis meses de elevado risco de infecções no pós-operatório. “Sinto muita dor, principalmente na minha barriga, no cateter. Estava me rasgando por dentro. Tinha que lidar com a dor, com os sintomas, com a expectativa para os Jogos. É uma linha muito tênue. A gente vive no limite. Treinei dois meses e parece que tinha passado um ano. Eu quero muito mais. Quero conquistar mais. Não estou satisfeita. Sei que não é fácil, mas ainda tenho muita força para correr atrás dos meus sonhos”, atesta a finalista de três provas individuais e uma de revezamento na Rio 2016.     

Adiamento

“Para mim, o adiamento foi muito bom. Vou ter mais tempo para conseguir os índices e chegar ainda melhor”, planeja. Mariana está passando os dias de quarentena em Uberlândia com a família. “O período é difícil para todo mundo. Principalmente para nós, atletas, que estamos acostumados a uma rotina intensa. Até a alimentação está difícil para mim aqui em Minas Gerais. Muitos mercados já não têm mais alguns produtos que eu preciso. Graças a Deus que estou aqui com os meus familiares. Eles me passam uma segurança muito maior”, diz a nadadora.

Afastada da infraestrutura do CT Paralímpico da capital paulista, onde realizava os treinamentos em períodos de normalidade, a atleta tenta também adequar os trabalhos físicos na sua residência. “A minha deficiência me traz dificuldades de equilíbrio e coordenação. A água é o ambiente mais compatível. Muitas coisas eu não consigo fazer sozinha. Tem muitos exercícios de salto e corrida que são impossíveis de realizar. Nesses dias, pedalar é o que está aliviando um pouco a minha cabeça”.

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Mariana Gesteira, na final dos 100 m costas, nas Paralimpíadas Rio 2016. – Washington Alves/MPIX/CPB/Direitos Reservados

 

Pensando nos demais atletas, ela reconhece também que o adiamento foi o mais justo para todos. “Todo mundo se iguala agora. Quase todos estão sem poder entrar na água. O principal é a saúde dos atletas. Não teria com fazer os Jogos neste ano. Agora, com esse tempo extra, eu vou poder fazer um trabalho de base melhor. Treinar mais perna, fazer as coisas mais corretas para chegar lá o mais perto possível do 100%”.

Histórico

Mariana descobriu que tinha a síndrome de Arnold Chiari aos 14 anos e logo se submeteu à primeira cirurgia de emergência. Enfrentou problemas no pós-operatório como meningite, rejeições e fístula, precisando passar por um outro procedimento para correção. Em 2012, veio outra cirurgia para refazer todo o primeiro procedimento e instalar uma placa de titânio. Só que, depois da participação nas Paralimpíadas Rio 2016, a fraqueza muscular e o desequilíbrio retornaram até chegarem a níveis críticos no final de 2019.

*Matéria alterada para correção de informações às 19h48. Diferentemente do informado, hoje é Dia Nacional da Natação e não Dia Mundial da Natação.

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Política

Wellington Dias confirma que a ONU vai antecipar 4 milhões de vacinas contra Covid-19

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O governador do Piauí e presidente do Fórum de Governadores do Nordeste, Wellington Dias (PT), afirmou nesta sexta-feira (16) que a reunião com representantes da ONU (Organização das Nações Unidas ficou decidido que será antecipação de 4 milhões de vacinas, com possibilidade de entrega neste mês

Conforme o governador, na reunião foi debatida também a falta de vacinas, especialmente a segunda dose da Coronavac, sendo

De acordo com o governador Wellington Dias, neste momento 11 estados do país estão sem analgésicos e sedativos.
“A gente precisa de um apoio por parte da ONU na área dos insumos. São 11 estados neste instante no Brasil em que pacientes estão hospitalizados e faltam analgésicos, sedativos, em alguns lugares oxigênio, ou seja, da necessidade de a ONU ter também essa ajuda humanitária nessa direção”, afirmou.

O governador afirmou que a situação do Brasil em relação à covid-19 virou um problema mundial.

“Solicitamos essa agenda por compreender que o Brasil vive uma situação particular. Não é mais um problema só do Brasil, é do mundo”, declarou.

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‘Só Deus me tira da cadeira presidencial’, diz Bolsonaro sobre possível processo de impeachment

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (15) que apenas Deus pode tirá-lo da cadeira presidencial. O comentário de Bolsonaro foi uma resposta à informação de que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu cinco dias para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), explique os motivos por não ter analisado os pedidos de impeachment protocolados na Câmara.

A decisão da ministra foi tomada em um processo no STF que questiona por que a Câmara dos Deputados não analisou os mais de 100 pedidos de impeachment já protocolados contra Bolsonaro. De acordo com a Constituição, a decisão sobre a abertura ou não de um processo de impeachment cabe ao presidente da Câmara, que não possui prazo para tomar a decisão.

— Eu não quero me antecipar e falar o que acho sobre isso, mas digo uma coisa: só Deus me tira da cadeira presidencial e me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar. Mas não vai mesmo. Não vai mesmo — afirmou Bolsonaro durante a live semanal que realiza nas redes sociais.

O presidente afirmou que irá aguardar a resposta de Arthur Lira à decisão de Cármen Lúcia. A ação no Supremo pede que a Corte imponha um prazo para que o presidente da Câmara analise os pedidos.

Durante a transmissão, o presidente Bolsonaro voltou a afirmar que o país se aproxima de um limite. Nesta semana, em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada, o presidente afirmou que espera uma sinalização do povo. Na live, Bolsonaro disse que o governo vai “agir dentro das quatro linhas da Constituição restabelecendo a ordem no Brasil”.

— Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil. E o que eu posso fazer? A gente só ganha a guerra se tiver informações, se o povo estiver bem informado, consciência do que está acontecendo. Alguns querem que seja imediatista. Eu sei o que tem que fazer, dentro das quatro linhas da Constituição. Se o povo cada vez mais se inteirar, se informar, cutucar seu vizinho, mostrar qual o futuro do nosso Brasil, a gente ganha essa guerra. Eu sei onde está o câncer do Brasil. Se esse câncer for curado, o corpo volta a sua normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que tem que ser mais explícito, lamento — afirmou.

Fonte: globo.com

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CUT apoia projeto de Rejane Dias que pede redução do preço da cesta básica

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) manifestou apoio à proposta da deputada Rejane Dias que reduz o preço da cesta básica. O Projeto de Lei 4691/20 isenta os produtos que compõem a cesta de alimentos do pagamento dos tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) até 31 de dezembro de 2021. O objetivo da proposta é desonerar a comercialização dos produtos, reduzindo a zero as alíquotas da contribuição.

Em uma reunião remota realizada na quarta-feira (14), membros da Confederação afirmaram que irão realizar uma campanha em favor do projeto.

Pelo texto, que tramita na Câmara dos Deputados, .os produtos também estarão isentos do imposto de importação e da taxa de despacho aduaneiro por motivo de relevância internacional decorrente da pandemia, abuso do poder econômico ou escassez do produto no mercado interno.

A autora do projeto, deputada Rejane Dias afirma que é preciso tornar esses insumos mais acessíveis, sobretudo no período de quarentena.

“O objetivo da proposta é reduzir a zero as alíquotas da contribuição e, na prática, baixar o preço final ao consumidor, até que a pandemia esteja controlada. Cada dia que passa está ficando mais difícil para as famílias comprarem os itens básicos da cesta, como arroz, feijão, óleo, e a proposta prevê a redução do preço desses itens, na prática”, diz a parlamentar.

“Presenciamos o que poderá ser a maior crise social da história da República brasileira. O cenário é desanimador em nível mundial, com a Organização das Nações Unidas – ONU enfatizando ao grupo das 20 nações mais ricas do mundo que medidas coordenadas devem ser tomadas para se evitar uma ‘pandemia de proporções apocalípticas’. Não resta dúvida de que o País precisa tomar ações necessárias e urgentes”, defende a deputada.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Ascom
Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

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