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Política

Nacional da Amazônia é, muitas vezes, forma de se conectar com o mundo

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O rádio de ondas curtas ainda é dos meios mais eficientes para levar informação aos lugares mais distantes e nem sempre acessíveis. Nos povoados ribeirinhos, no meio da Floresta Amazônica, horas e às vezes dias de barco da cidade mais próxima, a única forma de se conectar com o mundo ainda é por meio do rádio. A equipe do programa Caminhos da Reportagem foi até a Terra do Meio, no Pará, conhecer essa realidade vivida por vários ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia, uma das poucas emissoras de ondas curtas do país.

Em Porto Maribel, o rádio é um companheiro desde a infância para os irmãos Melânia Gonçalves e José Moreira, conhecido por Zé “Simbereba”, ambos pescadores e extrativistas. Melânia conta que só por meio do aparelho eles conseguem saber tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo de forma a não se sentirem tão isolados. José afirma que tudo o que sabe aprendeu pela rádio: “às vezes, eu fico falando de São Paulo ou outro lugar e as pessoas me perguntam se eu conheço lá. Eu conheço, mas pelo rádio”, diz.

Por meio da emissora, muitas pessoas sabem dizer que horas são, de acordo com os programas. Distante dois dias de barco de Altamira, no Pará, na Comunidade de Manelito, os extrativistas Maria do Socorro e seu cunhado Manoel de Souza contam que às 5h da manhã já estavam de pé para trabalhar e ouviam o programa do apresentador Frank Silva, na Rádio Nacional da Amazônia. E se localizavam no tempo durante o dia pelos programas. “Tinha o  programa da Sula, que era no horário de 9h, programa bom também, tinha muita informação”,  lembra Manoel.

A ligação dos ouvintes com a Rádio Nacional da Amazônia é tão grande que o seringueiro Reginaldo Pereira do Nascimento, o seu Reginho, quis fazer uma homenagem a uma de suas apresentadoras preferidas. “Quando minha filha nasceu, minha mulher perguntou pra mim: como é que nós vamos botar o nome dessa menina? Aí eu disse: nós vamos botar o nome de Mara Régia. Era uma homenagem e deu certinho”, conta.

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A apresentadora Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia – Divulgação Rádio Nacional da Amazônia

A troca de experiências é rica também para os apresentadores da Rádio Nacional da Amazônia. Mara Régia Di Perna observa que o poder que o rádio tem sobre as pessoas é crucial para deixá-las melhor informadas. A apresentadora cita alguns casos de cartas que já chegaram até ela com dúvidas e lembra que conseguiu ir atrás da informação correta para passar a essas pessoas. “Foram muitas as cartas dizendo ‘ah Mara Régia, será que se eu fizer um chá de barbatimão vou voltar a ser virgem?’ E aí a gente vai desconstruindo essas lendas por meio do rádio”, diz.

O rádio também muda a vida das pessoas. Foi por contatos com a Rádio Nacional da Amazônia que a agricultora Cleonice “Tomateira”, como é conhecida, encontrou seu marido, Ademilson. “Faz 23 anos que a gente está casado, ele veio de lá para cá me procurando e aí foi aquele encontro, aquela coisa maravilhosa”. Cleonice, além do marido, também encontrou, anunciando pelo rádio, os parentes de sua mãe, que havia saído do Paraná e perdeu o contato com a família. Ela conta que sempre ligava e contava a história no programa Ponto de Encontro, que era apresentado por Sula Sevillis. “Até que um dia alguém ouviu do outro lado e falou ‘essa pessoa tá procurando a sogra do meu genro, vou ligar pra ela’  e me ligou”, lembra Cleonice que conseguiu reunir a família toda depois do contato.

O programa Caminhos da Reportagem vai ao ar na TV Brasil com episódios inéditos aos domingos, às 20h, com reprise na quinta-feira, às 23h.

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Política

Senado aprova uso de verbas de saúde por estados e municípios

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O Senado aprovou hoje (13) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 10/2021, que estende até o fim deste ano a autorização concedida a estados, Distrito Federal e municípios para utilizar, em serviços de saúde, verbas remanescentes de anos anteriores dos fundos de saúde. Essas verbas devem ter sido repassadas pelo Ministério da Saúde. A matéria ainda precisa de sanção presidencial para ter validade.

Esse projeto altera a Lei Complementar 172, de 2020, que permitiu que cerca de R$ 6 bilhões ociosos ao final de 2019 nas contas dos fundos de saúde de estados, Distrito Federal e municípios fossem alocados em ações de enfrentamento da pandemia em 2020.

Para o relator da matéria, Esperidião Amin (PP-SC), o projeto é generoso, tendo em vista que os gestores de saúde e assistência social terão mais liberdade para aplicar os recursos “que não foram poucos e que remanesceram”. 

“Isso mostra que 2020 não foi um ano com recursos escassos para saúde e assistência social. Tomara que neste ano possamos ter esse atendimento prioritário para salvar vidas”, disse o senador.

Fonte: Agência Brasil

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Política

Wellington Dias propõe parcerias em defesa do clima ao presidente dos EUA

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O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, e outros governadores do Brasil encaminharam uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Na carta os governadores manifestam compromisso para trabalhar em sintonia com o Acordo de Paris e em favor das questões ambientais.

“São governadores de diferentes partidos que apontam uma necessidade de termos uma posição clara em ralação à nossa responsabilidade com a vida, com a biodiversidade e, inclusive, para evitar novas pandemias. Queremos a garantia de proteção das florestas nativas e do cumprimento do Código Florestal”, disse o governador Wellington Dias.

O governador Wellington Dias defende o aumento da produtividade ao invés de mais desmatamento, o cuidado com populações indígenas. Ele fala ainda sobre a necessidade da criação de alternativas de renda que não seja o desmatamento. “Nosso compromisso é com o momento atual e também com as futuras gerações”, disse.

Na carta, os governadores manifestam interesse no desenvolvimento de parcerias, com o objetivo de impulsionar a regeneração ambiental, o equilíbrio climático, a redução de desigualdades, o desenvolvimento de cadeias econômicas verdes nas Américas e a criação de um novo modelo civilizatório saudável e resiliente a pandemias.

No documento, há a defesa de uma coalização dos Governadores Pelo Clima, uma união ampla, envolvendo progressistas, moderados e conservadores, de situação e de oposição, dos mais diversos partidos que desejam uma construção colaborativa de soluções em defesa da humanidade e de todas as espécies de vida.

Com a decisão de Joe Biden de fortalecer a agenda ambiental internacional e o Acordo de Paris, os governadores do Brasil manifestam a intenção de implementar ações conjuntas, propondo a cooperação entre os Estados Unidos e os governos estaduais brasileiros, responsáveis pela maior parte da Floresta Amazônica.

Fonte: CCOM

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Política

Wellington Dias espera que uso da vacina Sputinik seja aprovado até sexta-feira

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O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, disse, nesta segunda-feira (12), que há expectativa de ter uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a importação da vacina Sputinik até a próxima sexta-feira (16). O imunizante foi comprado pelos estados nordestinos em parceria com o Ministério da Saúde. “O próprio Ministério da Saúde também fez uma compra de doses dessa vacina”, afirmou.

Segundo o governador, a Sputinik tem boa eficácia na imunização, é usada por 58 países. “Queremos essa decisão com base na Lei 124 de 2021, em que o Congresso Nacional determina que vacina já aprovada por agência reguladora de outro país possa ser utilizada em nosso país”, explica Wellington.

Para ele, o Brasil precisa de vacinas. “Esperamos a decisão da Anvisa em primeiro lugar e, em caso de não aprovação, iremos recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou Wellington Dias.

Fonte: CCOM

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